Judaísmo x Cristianismo x Islamismo : Qual as semelhanças e diferenças entre as três religiões Abraâmicas?


Judaísmo

De acordo com o judaísmo rabínico tradicional, Deus revelou as suas leis e mandamentos a Moisés no Monte Sinai, na forma de uma Torá escrita e oral.
O judaísmo afirma uma continuidade histórica que abrange mais de 3.000 anos. É a mais antiga das três grandes religiões abraâmicas que sobrevive até os dias atuais. Os textos, tradições e valores do judaísmo influenciaram mais tarde outras religiões abraâmicas, incluindo o cristianismo, o islamismo. Muitos aspectos do judaísmo também influenciaram, direta ou indiretamente, pela ética secular ocidental e pelo direito civil. Os judeus são um grupo etno-religioso e incluem aqueles que nasceram judeus e foram convertidos ao judaísmo.

De acordo com a visão religiosa o judaísmo é uma religião ordenada pelo Criador através de um pacto eterno com o patriarca Abraão e sua descendência. Já os estudiosos creem que o judaísmo seja fruto da fusão e evolução de mitologias e costumes tribais da região do Levante unificadas posteriormente mediante a consciência de um nacionalismo judaico.

O princípio básico do judaísmo é a unicidade absoluta de YHWH como Deus e criador, onipotente, onisciente, onipresente, que influencia todo o universo, mas que não pode ser limitado de forma alguma. 

O judaísmo posterior ao exílio no entanto assumiu a existência de uma corte espiritual na qual Deus seria uma espécie de rei, o qual controlaria seres para execução de sua vontade (anjos). Esta visão era aceita pelos fariseus e passada para o posterior judaísmo rabínico, mas no entanto desprezada pelos saduceus.

Sobre o Messias: 
Ainda que se acreditarmos na Torá este tema não seja tão desenvolvido no judaísmo primitivo após o retorno do Exílio em Babilônia desenvolveu-se baseado no profetismo e no nacionalismo judaico conceitos que iriam formar a base da escatologia judaica. Entre estes temas principais podemos nomear os conceitos sobre o Messias e o Olam Habá (mundo vindouro) no qual todas as nações submeter-se-iam a YHWH e a Torá e na qual Israel ocuparia um lugar de proeminência Historicamente diversos personagens foram chamados de Messias, do hebraico ungido, que não assume o mesmo sentido habitual do cristianismo como um "ser salvador e digno de adoração" . Até mesmo o conceito do Messias não aparece na Torá, e por isto mesmo recebe interpretações diferentes de acordo com cada ramificação.

A maior parte dos judeus crê no Messias como um homem judeu, filho de um homem e de uma mulher, (em algumas ramificações é considerado que viria da tribo de Judá e da descendência do rei Davi, uma herança do sentimento nacionalista que regulou a vida judaica pós-exílio) que reinará sobre Israel, reconstruirá a nação fazendo com que todos os judeus retornem à Terra Santa e unirá os povos em uma era de paz e prosperidade sob o domínio de YHWH.

Seu livro sagrado Torá ou Pentateuco, o que equivale ao primeiro testamento bíblico. 


Cristianismo 

Grande parte das vertentes cristãs herdaram do judaísmo a crença na existência de um único Deus, criador do universo e que pode intervir sobre ele. Os seus atributos mais importantes são por isso a onipotência, a onipresença e onisciência. 

Outro dos atributos mais importantes de Deus, referido várias vezes ao longo do Novo Testamento, é o amor: Deus ama todas as pessoas e essas podem estabelecer uma relação pessoal com Ele através da oração.

A maioria das denominações cristãs professa crer na Santíssima Trindade, isto é, que Deus é um ser eterno que existe como três pessoas eternas, distintas e indivisíveis: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A doutrina das denominações cristãs difere do monoteísmo judaico visto que no judaísmo não existem três pessoas da Divindade, há apenas um único Deus, e o Messias que virá será um homem, descendente do rei Davi.

Outro ponto crucial para os cristãos é o da centralidade da figura de Jesus Cristo. Os cristãos reconhecem a importância dos ensinamentos morais de Jesus, entre os quais salientam o amor a Deus e ao próximo. O cristianismo reconhece Jesus como o Filho de Deus que veio à Terra libertar e salvar os seres humanos do pecado através da sua morte na cruz e da sua ressurreição, embora variem entre si quanto ao significado desta salvação e como ela se dará. Para a maioria dos cristãos, Jesus é completamente divino e completamente humano.

Há no entanto, uma recorrente discussão sobre a divindade de Jesus. Aqueles que questionam a divindade de Cristo argumentam que ele jamais teria afirmado isso expressamente. Os que defendem a divindade de Cristo, por sua vez, valem-se de versículos que, através da postura de Jesus e dentro do próprio contexto cultural judaico da época, deixariam clara sua condição divina.

Seu livro sagrado é a bíblia, qual incluí o primeiro livro sendo dos judeus e o segundo testamento com base na vida de Jesus Cristo, considerado pelos cristãos o messias


Islã

É uma religião abraâmica monoteísta articulada pelo Alcorão, um texto considerado pelos seus seguidores como a palavra literal de Deus. pelos ensinamentos e exemplos normativos (a chamada suna, parte do hadith) de Maomé, considerado pelos fiéis como o último profeta de Deus. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano.
Eles também acreditam que o islã é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada em muitas épocas e lugares anteriores, incluindo por meio de Abraão, Moisés e Jesus, que eles consideram profetas. Os seguidores do islão afirmam que as mensagens e revelações anteriores foram parcialmente alteradas ou corrompidas ao longo do tempo, mas consideram o Alcorão como uma versão inalterada da revelação final de Deus. islamismo não nega diretamente o judaísmo e o cristianismo, pelo contrário, considera uma versão antiga e perdida dessas religiões monoteístas como parte da sua herança; as suas versões atuais teriam sido alteradas, o próprio islão considerando-se uma restauração da verdade divina.

Assim, o islamismo se configura como um credo messiânico que se orienta pela expansão do domínio de Alá sobre todos os povos possíveis

Segundo a tradição árabe,  Abraão teve dois filhos, Ismael com sua criada e Isaac com sua esposa, ao pedido desta mandou Ismael e sua criada para longe esses cuidados por um anjo conseguiriam sobreviver. Ismael deu origem a nação árabe, e Isaac origem a nação judaica.

Os muçulmanos acreditam que Deus usou profetas para revelar escrituras aos homens. A revelação dada a Moisés foi a Taura (Torá), a Davi foram dados os Salmos e a Jesus o Evangelho. Deus foi revelando a sua mensagem em escrituras cada vez mais abrangentes que culminaram com o Alcorão, o derradeiro livro revelado a Muhammad (Maomé).


Resumo

Apesar do Cristianismo defender uma origem judaica, o judaísmo considera o cristianismo uma religião pagã. Apesar da existência de judeus convertidos ao Cristianismo e outras religiões, não existe nenhuma forma de judaísmo rabínico que aceite as doutrinas do Cristianismo como a divindade de Jesus ou a crença em seu caráter messiânico. Há movimentos, como Judaísmo messiânico que tentam conciliar a crença em Jesus como messias e a identidade judia. Algumas ramificações tentaram ver Jesus como um profeta ou um rabino famoso, mas hoje esta visão também é descartada pela maioria dos judeus. O islamismo toma diversas de suas doutrinas do judaísmo, sendo que as duas religiões mantêm seu intercâmbio religioso desde a época de Maomé, com períodos de tolerância e intolerância de ambas as partes. O recente conflito palestino-israelense, o que envolve entre parte da população muçulmana e dos judeus devido à questão do controle de Jerusalém e outros pontos políticos, históricos e culturais fomentou ainda mais a divergência entre judaísmo e islãO islã reconhece os judeus como um dos povos do Livro, apesar de acreditarem que os judeus sigam uma Torá corrompida. Já o judaísmo rabínico não crê em Maomé como profeta e não aceitam diversos mandamentos do islão. Já os cristãos acreditam que os judeus estão seguindo o caminho errado negando a Jesus como o único messias e salvador, e que foram previamente avisados sobre isso pelos profetas e pelo próprio Jesus quando esteve entre eles. Condenam o islamismo da mesma forma por descrer em Jesus como messias , e não consideram Maomé como um profeta escolhido por Deus, já que o último profeta revelado no segundo testamento seria João Batista.
Embora ambas religiões tenham nascido na mesma região e partindo da mesma crença mitológica a cultura dos povos acabou por levá-las a caminhos diferentes e situações de conflitos intensos que desviam ou até abordam o preceito de ambas religiões. 

Share on Google Plus

Sobre Mirian R.

Esta é uma breve descrição no blog sobre o autor. Editá-lo, No html e procurar esse texto
    Blogger Comentario
    Facebook Comentario

11 comentários:

  1. Nossa estou impressionado e muito feliz por finalmente ter entendido as diferenças e semelhanças de culturas milenares e super influentes na história humana. Parabéns pelo artigo, está bem didático, completo e de fácil compreensão. Obrigado

    ResponderExcluir
  2. Nossa estou impressionado e muito feliz por finalmente ter entendido as diferenças e semelhanças de culturas milenares e super influentes na história humana. Parabéns pelo artigo, está bem didático, completo e de fácil compreensão. Obrigado

    ResponderExcluir
  3. Afinal! Li as diferenças mas e agora! Quem ta certo? Deus! Revele a nos... Como pode ser tão diferentes os entendimentos! Lendo pude notar que realmente a nossa certeza é Deus... E nossa fé e toda nele... Pois somos herdeiros da religião da nossa família! Aí me pergunto? E é com certeza esta a verdade? ... Paz e Amor

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom se vc crer que a bíblia e sagrada, de acordo com ela a partir de Cm Cap 11 vemos a esclha de um povo através do patriarca Abraão que não esperou a promessa de um filho pelo qual ADONAI iniciaria seu plano sobre a terra(izaque) e teve outro a filho fora da promessa( ismael) um filho pela impaciência de Sara que não creu na promessa já o cristianismo vei bem depois com os atos dos apostolos, pena que o cristianismo perdeu sua essência quando se desvinculou das raízes judaicas messiânicas nos primeiros séculos.
      Se analisarmos tanto yeshua conhecido como jesus por nós é os apóstolos eles ensinavam através dos da torá e dos profetas.

      Excluir
    2. As religiões criam as guerras, observem que todos tem um deus e o seu é o certo, daí rola guerras, e se observarmos o deus de todos são os mesmos. Inclusive o do cristianismo, um deus ciumento e vingativo, um corta as cabeças, outro pede para sacrificar o filho, carnívoro, acordei ô nação

      Excluir
  4. We ALL have something in common. We ALL know there is a higher power. Must we continually argue about WHO that higher power is? What purpose does that serve. We are all his children and have sinned. We no longer need to condemn those who do not think like we do. Have an open mind to what may be because the truth will be revealed to us all when we lay down our earthly bodies. The time for understanding is now. Do not hate or judge others because of their beliefs for they will come face to face with what is and the higher power will be known by us all.

    ResponderExcluir
  5. Todas as religiões tem Deus no centro. O que as diferenciam são seus deuses, semi-deuses e profetas. Eu não acredito e nunca acreditei na divindade de Jesus. Ele era apenas um homem sábio e temente.

    Acho interessante tanto o Alcorão quanto o Novo Testamento serem, de certa forma versões ''modernizadas'' do judaísmo, independentemente das diferenças. Quem lê o antigo testamento sabe que a dureza dos escritos não teriam sobrevivido a modernidade se não fossem acrescentados as leis posteriores cristãs e islâmicas. Apesar do alcorão e o novo testamento serem só ''paz e amor'' ambas as religiões sofreram com o extremismo. O cristianismo na inquisição e no nazismo e o islamismo com grupos de extermínio terroristas atualmente.

    ResponderExcluir
  6. Independentemente da ideologia e crença dos seguidores ou da forma como os responsáveis estabelecem como a doutrina de cada religião deverá ser passada aos adeptos, crentes, fiéis ou seja lá como deverão ser denominados, fato é que o "personagem" Jesus, o Cristo, o Ungido, desse "best seller", Novo Testamento, é um "personagem" digno de contemplação e exemplo de conduta.

    Vamos esquecer por um momento que Ele é o Messias ou o filho de D-us, como O consideram os católicos ou os cristãos. Vamos esquecer por um momento as pregações e os ensinamentos de Moisés e Maomé. Vamos esquecer por um momento a Torá, o Alcorão e o Novo Testamento.

    A simples postura desse "personagem" "criado" para ser o "coadjuvante" de um livro de ficção, romance ou drama, já seria digna de exemplo para uma vida sem conflitos.

    É inadmissível que, ainda hoje, pessoas inocentes (ou não) sejam penalizadas e subjugadas por barbáries e atrocidades em nome de um D-us.

    Do ponto de vista de humanidade, fanáticos por uma religião (qualquer que seja ela), e fanáticos por um time de futebol (qualquer que seja o time), quando chegam às vias de fato, cometendo agressões verbais e físicas, devem ser enquadrados sob o regime da lei de intolerância.

    Hinduísmo, Umbandismo, Islamismo, Budismo, Judaísmo, Protestantismo, Cristianismo, Xintoísmo e quaisquer outros "ismos" existentes, devem ser tolerantes uns para com os outros em harmonia e convivência pacífica por um bem maior. Pela Humanidade.

    Devemos dar um basta na intolerância radical. Afinal, quem tem o poder e a serenidade (sem egoísmo e sem vaidade) de provar indubitavelmente que sua "religião-crença", seja definitivamente a melhor, a mais adequada e a verdade absoluta, em nome de um Ser Supremo (qualquer que seja ele)??? Quem detém essa verdade de fato???

    Rogo a todos que não me rotulem de ateu ou anti-isso ou anti-aquilo. Pensem, ponderem e reciclem seus próprios "corações". Sejam seres-humanos e raciocinem com humanidade.

    Essa dissertação não é endereçada a vocês, que participam dos comentários e procuram conhecimento, mas para aqueles que destilam intolerância e ódio, tornando nosso mundo pior do que deveria ser. Desejo Amor, Saúde e Prosperidade a todos!

    ResponderExcluir
  7. Penso como voce. E sempre que leio sobre religiao percebo que cada uma tem sua forma e seus escritos sagrados que atestam a vericidade da mesma. Ai eu me pergunto: se cada uma prega uma coisa diferente, e' mais provavel todas estarem certas ou todas estarem erradas? Bom... No mais... Acredito que todos devem acreditar em algo. As religioes sao necessarias (apesar de as vezes fazerem mal)... Dao esperanca aos que tem fe e ate mesmo auxilia a humanidade a seguir em frente, uma vez que prega valores a serem seguidos porque caso contrario ha o inferno etc e tal. Enfim, como voce disse, cada um deve acreditar no que for reconfortante, porem, sem julgamentos a crenca do outroa. Sem radicalismos. Qual a coerencia em julgar e ate mesmo matar por religiao? Abraco a todos.

    ResponderExcluir

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial